A Chegada do Bispo

Por Barbara Beraquet | publicado em | Acesse nossos artigos

Por Pe. José Arlindo de Nadai – Paróquia Divino Salvador

No dia 14 de Julho p.p., aniversário de Campinas, tomou posse como novo Arcebispo desta Arquidiocese, D. João Inácio Müller. Foi na praça da Catedral, em solene Celebração Eucarística, com a participação do Povo de Deus: fiéis católicos, padres, diáconos, religiosos(as), vários Bispos – entre os quais nosso querido D. Gilberto – representantes de Igrejas e de outras Religiões. Fizeram-se presentes ou representadas autoridades de nossa cidade e outras, inclusive a Administração Superior da PUC-Campinas e do Hospital.

João Inácio, foi saudado pelo Pe. Eduardo Meschiatti que recordou brevemente as origens e o desenvolvimento de Campinas, assim como da Igreja; a primeira missa rezada por Frei Antonio de Pádua, em 14.07.1774, “numa capelinha baixa e estreita coberta de sapé, nas cercanias onde hoje se situa a Basílica do Carmo”.

O Evangelho daquele dia, por feliz e providencial coincidência foi Lucas 10, 25-37 – O Bom Samaritano!

Em breve, mas profunda e exemplar homilia (pregação) D. João Inácio, disse: O Samaritano que teve suas entranhas removidas por compaixão, amou de verdade, não só com palavras, mas com ações e gesto concreto – cuidou do homem caído à beira do caminho, prestando-lhe os primeiros socorros. “Cuidou dele; foi Bom Pastor! ”

Assim, Dom João Inácio faz-nos pensar que o Bom Samaritano é modelo para sua missão e ministério de Bispo e Pastor.

Como vigilante Pastor, ter cuidado especial e preferencial pelos preferidos do Senhor, que também era tomado de compaixão, aproximava-se dos necessitados, pobres, enfermos, pecadores e pecadoras, viúvas e órfãos e curava a uns e cuidava de outros e a todos abençoava. João Inácio usou uma imagem bonita, expressiva e original: é preciso abrir espaço em nossa agenda para essas situações, para os excluídos e vulneráveis de nossa sociedade.

Ocorreu-me que essas pessoas, tomadas individual ou coletivamente têm nome, rosto e história: são os rostos sofredores que doem em nós: moradores em situação de rua (recente levantamento registra cerca de 800 em Campinas); migrantes deslocados ou refugiados; enfermos; dependentes de drogas; os detidos em prisões (Campinas tem a 2ª. maior população carcerária do Estado de São Paulo) desempregados ou desalentados. (Cfr. DAp.). Espalhados pela Região Metropolitana de Campinas encontram-se os sem-terra, os sem-teto e os sem trabalho.

O Papa Francisco recomenda que, para esses irmãos, é preciso, urgentemente, conjugar e realizar os verbos: acolher, proteger, promover e integrar. Esta é, por primeiro, uma tarefa do Poder Público, que dispõe de recursos humanos e financeiros e dos equipamentos de promoção e serviço social. Mas também das Igrejas, por fidelidade ao Evangelho e à Tradição da prática da caridade.

Por fim, D. João Inácio exortou-nos a sermos próximos, cuidar de quem necessita; a mudar a agenda; tocar as chagas dos feridos; ser Igreja Samaritana.

“Vamos e façamos o mesmo que fez o bom samaritano”.

Por certo o novo Arcebispo sentiu-se afetuosa e fraternalmente abraçado pelo Povo de Deus que lotava a Praça da Catedral, tomando posse, por sua vez, do Bispo que chega!

Seja bem-vindo, D. João Inácio. Seja entre nós e para nós, irmão, amigo, companheiro (que reparte o pão) sem deixar de ser Mestre, Pastor e Guia! Deus o abençoe Nossa Senhora o proteja! Paz e Bem!

(artigo originalmente publicado no jornal Correio Popular em 23 de julho de 2019)

 

 


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