Irmã Dulce: O Anjo Bom dos Pobres

Por Estagiárias PUC-Campinas | publicado em | Arquidiocese

Há 86 anos, em 13 de agosto de 1933, a jovem Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes ingressava na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus e, em homenagem à sua mãe, Dulce Maria de Souza Brio Lopes Pontes, adota o nome de Irmã Dulce.

Beatificada em 2011, será canonizada no dia 13 de outubro deste ano, em Roma, passando a ser chamada de Santa Dulce dos Pobres. Sua canonização será a terceira mais rápida da história, 27 anos após a sua morte, apenas menos breve do que a santificação de Madre Teresa de Calcutá e do Papa João Paulo II. Além disso, será a primeira mulher brasileira nata a ser declarada santa.

Em comemoração ao seu dia litúrgico, celebrado em 13 de agosto, fiéis lotaram o santuário da Bem-Aventurada, na Cidade Baixa, em Salvador (BA). A principal homenagem foi a Missa solene, conduzida por Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, na manhã desta última terça-feira (13). Clique aqui e assista a celebração.

Segundo matéria no site da CNBB, a arquidiocese de São Salvador criou a Comissão Arquidiocesana para a Celebração Pós-Canonização da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, que será responsável por organizar uma grande celebração no dia 20 de outubro, na Arena Fonte Nova, às 16h.

Clique aqui e ouça o hino dedicado.

Para conhecer as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) e acompanhar as notícias, acesse o site www.irmadulce.org.br

 

Vida e Obra

A religiosa, que nasceu em 26 de maio de 1914, em Salvador, e recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, começou a praticar caridade aos 13 anos, transformando a casa da família num centro de atendimento a pessoas carentes.

Logo após sua formatura como professora, Maria Rita entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Pouco tempo depois, aos 20 anos, foi ordenada freira, recebendo o nome de Irmã Dulce, homenagem à sua mãe.

Ainda jovem, a missionária fundou a União Operária de São Francisco, primeiro movimento cristão operário da Bahia, no ano seguinte o Círculo Operário da Bahia. Em1939 inaugurou o Colégio Antônio, escola voltada para operários e filhos de operários, sendo responsável também pelo hospital Santo Antônio, que atendia os pobres da Bahia e de todo o Brasil.

Irmã Dulce recebia o incentivo do Papa João Paulo II para prosseguir com suas obras, e chegou a ser indicada, em 1988, pelo então presidente da República José Sarney, para o Prêmio Nobel da Paz.

Anjo Bom, como era carinhosamente conhecida pelos baianos, após dedicar sua vida aos pobres e doentes, faleceu em 13 de março de 1992, pouco antes de completar 78 anos. Apesar de viver os últimos 30 anos de sua vida com a saúde abalada pela dificuldade respiratória, não impediu que ela construísse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país. As Obras Sociais da Irmã Dulce são constituídas por núcleos que prestam assistência médica, social e educacional à população gratuitamente.

 


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