Mãe de Deus

Por Barbara Beraquet | publicado em | Acesse nossos artigos

Após as festas, retoma-se a rotina iluminada pela esperança do ano que nasceu. O recomeço faz mudar planos e o modo de pensar e agir. Aprendendo com o que foi, pode-se planejar o que poderá ser com maior confiança em Deus, que proporciona sempre uma nova possibilidade de aprender com os erros e acertos.

No dia 11 de fevereiro, se faz memória de uma invocação de Nossa Senhora, conhecida mundialmente. Uma camponesa da cidade francesa de Lourdes, Bernadete Soubirous, em um de seus momentos de oração, vislumbra uma senhora vestida de branco com um rosário nas mãos, flores nos pés e uma faixa azul na cintura, convidando a humanidade a procurar o caminho do Ressuscitado através da oração, da solidariedade para com os enfermos e pobres e pelo exercício da paz.

Posteriormente, a mesma senhora pediu à jovem Bernadete que cavasse um buraco, de onde brotou uma fonte de água miraculosa. Muitos que dela beberam   foram curados de enfermidades e abraçaram a mensagem de fazer de suas vidas mais conforme o Evangelho. Um sinal de esperança para tantas pessoas. Uma pobre camponesa! Nem imaginava que estava para ser divulgado um dos dogmas marianos, pois a Igreja viu nessa mensagem um sinal transcendente. Ao perguntar o nome daquela que apareceu, ela respondeu: ”Eu sou a Imaculada Conceição!”

No ano de 431, o Concilio de Éfeso proclamou oficialmente o dogma que atribuiria a Maria o título de Mãe de Deus (Theotokos). A Igreja Católica tem Maria como Mãe, por ter colaborado na história da salvação gerando o Salvador; aquela que se tornou o grande instrumento para que a humanidade pudesse se aproximar do Divino que se tornou humano. Tal dogma, com uma análise teológica feita através dos tempos, possibilitou outros: sua virgindade perpétua, sua imaculada concepção (confirmado em Lourdes) e a sua assunção aos céus, isto é, Maria foi acolhida em corpo e alma e está junto da Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo).

Um dogma encerra uma verdade extraída da Sagrada Escritura, unindo aquilo que a Igreja acredita e reflete com teólogos, com o seu Magistério. Maria não é maior que Deus. Ela está junto como intercessora pelos méritos de Cristo. Mãe de Cristo, Senhor da Igreja, consequentemente, Mãe da Igreja, mãe dos que formam a Igreja. Cristo é sempre o centro. Uma visita a um santuário dedicado à Mãe de Deus em vários títulos e invocações permite entrar em contato com o Filho Salvador, que se entregou por nós na cruz (cf. Ef 2, 16), e pautar nossas ações em torno do Seu  ensinamento, que torna possível uma realidade mais tolerante, menos violenta, tendo a oração como arma e a justiça como escudo.

Que este mês mais curto não impossibilite a duração da esperança e da insistência em sempre recomeçar. Afinal o ano novo é sempre novo pelo novo que dele se faz, dependendo única e exclusivamente de cada um, sob o olhar de Maria.

Pe. Paulo Emiliano- Paróquia São Francisco de Assis – Indaiatuba.SP

e-mail: saofranciscoindaia@arquidiocesecampinas.com


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