Padre Antonino Fernandez celebra 60 anos de sacerdócio

Por Setor Imprensa - Redação | publicado em | Arquidiocese

A Ordem dos Agostinianos, a Comunidade paroquial de Santo Antônio e a Arquidiocese de Campinas celebram com grande alegria os 60 anos de Sacerdócio do Padre Antonino Fernandez, no dia 26 de junho. Também neste mês de junho, no dia 16, Padre Antonino completa 83 anos de vida. As Missas de Ação de Graças por estas datas marcantes na vida do Padre Antonino serão nos dias:

  • 22 de junho, às 19h30;
  • 23 de junho, às 10h00;
  • 24 de junho, às 19h30.

Mais informações pelo telefone (19) 3231.4251.

Conheça um pouco a história da vocação do Padre Antonino que desde 1967 presta serviços à nossa Arquidiocese, no Depoimento de Frei Rogério abaixo ou clicando aqui:

Depoimento Vocacional: Frei Antonino Fernandez, OSA

 

Por Frei Rogério

Atendendo a um pedido que me fizeram e desejando prestar uma pequena colaboração em vista da celebração do Ano Vocacional Agostiniano, vou narrar alguns fatos relacionados com a minha vocação Agostiniana, esperando que sirvam como testemunho e estímulo para os novos vocacionados. Na história da minha vocação não há nada de especial ou extraordinário a não ser a própria vocação religiosa que, por si mesma, já é uma graça especial de Deus, que escolhe e chama a quem ele quer.
Meu nome é Antonino Fernandez, nasci no dia 16 de junho de 1928, numa pequena aldeia chamada Villamondrin de Rueda da Província de León na Espanha.
A minha vocação religiosa teve início no seio da própria família. Dentro dela surgiram diversas vocações, sendo duas de freiras que vivem fora da Espanha e cinco de sacerdotes primos irmãos; um deles sacerdote diocesano e quatro agostinianos, entre eles, o Pe. Mário que trabalhou durante algum tempo em Campinas e faleceu em Edéia (GO), vítima de acidente de automóvel. Meus pais eram profundamente religiosos. Seu maior desejo foi sempre ter um filho sacerdote. Na mesma semana em que nasci, recebi o sacramento do Batismo e no ano seguinte o sacramento da Crisma. Aos 6 anos de idade a minha mãe levou-me ao Santuário da Virgen del Camino, padroeira de León, para consagrar-me a ela. Aos 7 anos, recebi o sacramento da Eucaristia e tornei-me coroinha da Paróquia.
Durante a guerra espanhola (1936-39), o Pároco foi convocado para servir ao Exército e teve que deixar a Paróquia. Nesse período meu pai assumiu todas as atividades paroquiais que um leigo podia assumir naquele tempo. A minha vocação foi orientada para a Ordem Agostiniana através dos contatos vocacionais com os Padres Agostinianos do Colégio de León. A minha iniciação escolar e cursos básicos foi a partir dos 7 anos de idade em Villamondrin de Rueda.
No mês de outubro de 1940, com 12 anos de idade, ingressei no Seminário dos Padres Agostinianos de Calahorra (La Rioja) – Concluido o propedêutico, fiz o noviciado e o primeiro ano de Filosofia na cidade de Guernica. Depois voltei novamente para Calahorra, onde concluí os dois anos restantes de Filosofia e os quatro de Teologia. A Profissão simples ocorreu no mês de outubro de 1944 e a Profissão solene no mês de julho de 1949. Recebi o sacramento da Ordem Presbiteral no dia 24/06/1951 pela imposição das mãos do Bispo Dom Xavier Ochoa, Agostiniano Recoleto expulso da China pelos comunistas e que estava de passagem por Calahorra.
Em setembro do mesmo ano (1951), fui destinado juntamente com mais 9 Padres à Prelazia de Jataí (GO) no Brasil. Aqui tudo nos parecia estranho e diferente, a começar pela língua portuguesa; porém estávamos animados. Éramos muito jovens, eu era o “Benjamin” da turma, com apenas 23 anos de idade. Em Jataí não havia casa paroquial; hospedamos-nos com o Sr. Bispo numa casa tão pobre e humilde que só por brincadeira poderia chamar-se “Palácio Episcopal”.
A Paróquia de Jataí onde morei durante 9 anos era sede da Prelazia. A extensão da Paróquia era de 28.000 Km2 incluindo-se nesta área diversas comunidades, capelas e pequenos povoados – com enormes distâncias a percorrer e caminhos quase intransitáveis, os meios de transportes eram paradoxalmente o avião (teco-teco) e o cavalo até que alguns anos mais tarde conseguimos um jeep. No início do ano 1961 fiquei na cidade de Rio Verde como Vigário Paroquial e em 1963 fui transferido para Goiânia onde exerci o ministério como Vigário Paroquial e Pároco.
Entretanto, no ano de 1967, fui destinado à Paróquia de Campinas; e após um intervalo de 4 anos na Paróquia de São Carlos em São Paulo, novamente fui transferido para a Paróquia de Santo Antonio de Campinas, onde contínuo muito feliz tentando prestar meus serviços a esta comunidade maravilhosa.
Aqui recebi carinho, compreensão, tolerância e amor manifestados diariamente, mas especialmente nas celebrações de aniversário, Bodas de Prata, Bodas de Ouro, outorga de título de cidadão Campineiro etc. Após 59 anos de sacerdócio e 67 de vida religiosa na Ordem Agostiniana, gostaria de poder dizer como o Apóstolo São Paulo na 2ª Epístola a Timóteo 4, 7: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé”. Seria eu muito insensato se pretendesse identificar-me com essas palavras. Só posso dizer que, apesar de tudo…valeu a pena. Deus seja louvado!
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