Programação do Tríduo Pascal

Por Barbara Beraquet | publicado em | Arquidiocese

Quinta-feira Santa

Na Quinta-feira Santa, dia 18 de abril, são realizadas duas Celebrações Solenes.

Na parte da manhã é celebrada apenas uma Missa em cada Diocese, a Missa do Crisma. Na Arquidiocese de Campinas será às 09h00, na Catedral Nossa Senhora da Conceição, com a presença de todos os Padres. Por estarmos vivendo um período de Sé Vacante, a Missa será presidida pelo Mons. José Eduardo Meschiatti, Administrador Diocesano de Campinas; a Bênção e Consagração dos Santos Óleos e a Renovação das Promessas Sacerdotais serão feitas por Dom Gilberto Pereira Lopes, Arcebispo Emérito de Campinas. É uma Missa riquíssima em simbolismos, pois nela acontece a Bênção dos óleos do Batismo e para a Unção dos Enfermos e a Consagração do óleo do Crisma; esses óleos serão usados durante todo o ano na administração dos sacramentos. Também se comemora a Instituição do Sacerdócio, com a renovação das promessas sacerdotais.

Depois do meio dia tem início o Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor. “Começa com a Missa vespertina da Ceia do Senhor, possui o seu centro na Vigília Pascal e encerra-se com as Vésperas do Domingo da Ressurreição. É o ápice do ano litúrgico porque celebra a Morte e a Ressurreição do Senhor, ‘quando Cristo realizou a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus pelo seu mistério pascal, quando morrendo destruiu a nossa morte e ressuscitando renovou a vida’” (Diretório Litúrgico da CNBB).

Na Arquidiocese de Campinas, na Quinta-feira Santa, serão celebradas Missas em todas as Paróquias. 

A programação da Semana Santa das Paróquias está disponível no site da Arquidiocese de Campinas, aqui.

A Missa vespertina da Quinta-feira Santa relembra a última ceia que Jesus tomou com seus Apóstolos, em preparação à Páscoa. Durante a Ceia, Jesus surpreendeu a todos ao se levantar e lavar os pés de cada um dos Apóstolos, mostrando que a autoridade só pode ser entendida como serviço aos outros. Depois da purificação, Jesus instituiu a Eucaristia, repartindo o pão e o vinho, transformados em seu Corpo e Sangue. Depois da Ceia, Jesus saiu com seus discípulos e foi para o outro lado do riacho do Cedron, onde havia um jardim. Judas Iscariotes também conhecia este lugar e levou uma tropa e alguns guardas dos chefes dos sacerdotes que prenderam Jesus e o levaram para Anás, começando, assim, o seu calvário.

A Missa da Quinta-feira não termina com a bênção. Depois da Missa, faz-se a transladação do Santíssimo Sacramento para um altar lateral ou para um local apropriado, onde acontece a Vigília Eucarística, conforme costume de cada Comunidade, geralmente até as 24h00.

Nas Igrejas, feita a transladação, procede-se à “desnudação do altar”. Lembrando a prisão de Cristo, sua humilhação no julgamento diante de Anás, Caifás e Pilatos, são tiradas as toalhas, flores do altar, do tabernáculo e as imagens. As que não podem ser retiradas, devem ser cobertas com pano roxo.

Sexta-feira Santa

A Sexta-feira Santa, dia 19 de abril, é o único dia do ano em que não se celebra a Santa Missa. Em todas as Paróquias da Arquidiocese de Campinas, as pastorais paroquiais participam, durante toda a manhã, da Vigília Eucarística. Após o meio-dia e antes das 21h00, geralmente por volta das 15h00, se celebra a Ação Litúrgica da Paixão de Cristo, que tem quatro partes: 1. a solene leitura da Paixão segundo São João; 2. a Oração Universal; 3. a adoração da Cruz; e 4. a Comunhão Eucarística.

Na Catedral Metropolitana de Campinas a Celebração da Ação Litúrgica será às 15h00. Às 18h30, sairá, da Basílica Nossa Senhora do Carmo, a Procissão do Senhor Morto, com encerramento na Catedral. Informações pelo telefone (19) 3231.2085. Muitas Comunidades realizam, à noite, Procissões e Vias Sacras.

A Sexta-feira Santa é um dia marcado pelo silêncio. Jesus, após sua prisão, foi interrogado, humilhado e torturado durante toda a noite. Até as três horas, acompanhamos este sofrimento como se estivesse acontecendo agora. Por isso, a Sexta-feira é dia de jejum e oportunidade para revermos nossa vida. Neste dia, a Igreja concede a Indulgência plenária aos que participam piedosamente da veneração da cruz e beijam devotamente o Santo Lenho (supondo que cumpram as outras condições costumeiras – confissão recente, renovação da fé, oração pelo Papa e invocação da Virgem – a condição da missa é substituída pela participação nesta liturgia). É, também, o dia de coleta em favor dos lugares santos.

Quanto ao jejum e abstinência, o cânon 1252 diz que estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem completado 14 anos de idade; estão obrigados à lei do jejum todos os maiores de idade (quem completou 18 anos) até os 60 anos começados. Todavia, os pastores e pais cuidem para que sejam formados para o genuíno sentido da penitência também os que não estão obrigados à lei do jejum em razão da pouca idade. Toda sexta-feira do ano é dia de penitência, a não ser que coincida com solenidade do calendário litúrgico. Os fiéis nesse dia se abstenham de carne ou outro alimento, ou pratiquem alguma forma de penitência, principalmente obra de caridade ou exercício de piedade. A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa, memória da Paixão e Morte de Cristo, são dias de jejum e abstinência. A abstinência pode ser substituída pelos próprios fiéis por outra prática de penitência, caridade ou piedade, particularmente pela participação nesses dias na Sagrada Liturgia (Legislação complementar da CNBB quanto aos cânones 1251 e 1253).

Sábado Santo

No Sábado Santo, dia 20 de abril, depois do início da noite, celebra-se a Vigília Pascal, o cume do ano litúrgico, a celebração mais importante na vida do cristão. Todas as Paróquias da Arquidiocese de Campinas celebram a memória da noite santa em que Cristo ressuscitou, que deve, segundo Santo Agostinho, ser considerada a mãe de todas as santas Vigílias.

Na Catedral Metropolitana de Campinas a Solene Vigília Pascal será celebrada às 19h00.

A Missa da Vigília Pascal fala de vida e felicidade. Começa fora do templo, na escuridão, simbolizando a morte. Acende-se uma fogueira, de brasas novas, que é abençoada; a seguir faz-se a preparação do Círio Pascal, uma grande vela onde são colocados cinco cravos simbolizando as chagas de Jesus; então, o Círio é aceso a partir da fogueira e, em procissão, é conduzido solenemente ao altar do Templo. Acendem-se as luzes, lembrando a presença do Cristo Ressuscitado. Quando todas as pessoas estiverem dentro da Igreja, com as luzes e velas acesas, canta-se a proclamação da Páscoa. O Círio Pascal será usado durante todo o Tempo da Páscoa, até a Solenidade de Pentecostes.

Em seguida, na Liturgia da Palavra, são propostas nove leituras, sendo sete do Antigo Testamento e duas do Novo. As leituras do Antigo Testamento mostram o poder criador de Deus, a formação e libertação de Seu Povo da escravidão do Egito, a presença de Deus que liberta do cativeiro da Babilônia. As do Novo Testamento falam sobre a encarnação e ressurreição de Cristo e a adesão de seus discípulos, hoje, pelo batismo e eucaristia.

Segue-se a Liturgia Batismal, com a bênção da água e a renovação das promessas do Batismo e a Liturgia Eucarística realizada da forma habitual pela Comunidade.

Domingo da Páscoa

Jesus Cristo Ressuscitou. Aleluia! A Vida venceu a morte. Aleluia!

Na madrugada e manhã do domingo, dia 21 de abril, as Comunidades da Arquidiocese de Campinas celebram a Missa da Páscoa na Ressurreição do Senhor, com Procissões e Missas.

Na Catedral Nossa Senhora da Conceição serão celebradas Missas às 07h30; 09h30; 11h30; 17h00 e 19h00.

Na manhã do primeiro dia da semana, ainda escuro, Maria Madalena encontrou o sepulcro vazio. É o primeiro dia da semana, o início de uma nova era, de um novo tempo, uma nova realidade, onde se cumpre plenamente o projeto do Pai. A Comunidade dos discípulos de Jesus estava perdida, desamparada, acreditando que a morte havia triunfado e, por isso, foram procurá-lo no sepulcro. Pela lógica do mundo, tudo estava acabado, Jesus havia fracassado, pois a sua entrega em favor dos pobres e excluídos o levaram à morte, à derrota. A Ressurreição prova que a vitória sobre a morte é resultado de uma vida vivida no amor e na fraternidade.

Começa agora, na Igreja, o Tempo Pascal, cinquenta dias entre o Domingo da Ressurreição e o Domingo de Pentecostes, a vinda do Espírito Santo. Somos chamados a celebrar esse Tempo “com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa” (Diretório Litúrgico CNBB).


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