Quarta-feira de Cinzas e Quaresma 2018

Por Wilson Cassanti | publicado em | Arquidiocese

Tem início no próximo dia 14 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, o período da Quaresma. São 40 dias em preparação à celebração da Páscoa, o cume da vida cristã.

Em todas as Paróquias e Comunidades da Arquidiocese de Campinas haverá Missa na Quarta-feira de Cinzas. Na Catedral Metropolitana, Dom Airton José dos Santos, Arcebispo Metropolitano, presidirá a Missa de Cinzas, às 18h30.

A Quaresma é o período de quarenta dias que antecede o Tríduo Pascal: Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa e Sábado Santo. A Quarta-feira de Cinzas, o período do Carnaval e outras celebrações religiosas são datas móveis, definidas a partir do Domingo da Páscoa, celebrado no primeiro domingo após a primeira lua cheia do início do outono. A festa da Páscoa era um ritual realizado por pastores, que, como proteção, tingiam as entradas de suas tendas com o sangue de um cordeiro. Com o Êxodo do Egito, passou a ser lembrança da libertação do povo hebreu. Para os cristãos a Páscoa é a lembrança permanente de que Deus liberta seu povo através de Jesus Cristo, o novo Cordeiro Pascal.

Biblicamente o número quarenta tem um significado importante: foram quarenta anos que o povo hebreu passou no deserto e foram quarenta dias que Jesus passou no deserto em purificação. Por isso, a Igreja conserva a tradição de preparação para a Páscoa com quarenta dias de Jejum, Penitência e Esmola, na busca da plena conversão aos ensinamentos de Jesus de Nazaré.

Nas missas celebradas na Quarta-feira de Cinzas, se benzem e impõem as cinzas feitas de ramos de oliveiras ou outras árvores, bentos no Domingo de Ramos do ano anterior. Em procissão, os cristãos recebem na fronte um pouco dessas cinzas para expressar o desejo de assumir o processo de conversão que se iniciou no Batismo.

 

No dia 06 de fevereiro, o Vaticano divulgou a Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma, que tem como tema “Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos” (Mt 24,12).

Na abertura o Papa diz que “Com a presente mensagem desejo, este ano também, ajudar toda a Igreja a viver, neste tempo de graça, com alegria e verdade; faço-o deixando-me inspirar pela seguinte afirmação de Jesus, que aparece no evangelho de Mateus: “Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos” (24, 12). Esta frase situa-se no discurso que trata do fim dos tempos, pronunciado em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, precisamente onde terá início a paixão do Senhor. Dando resposta a uma pergunta dos discípulos, Jesus anuncia uma grande tribulação e descreve a situação em que poderia encontrar-se a comunidade dos crentes: à vista de fenômenos espaventosos, alguns falsos profetas enganarão a muitos, a ponto de ameaçar apagar-se, nos corações, o amor que é o centro de todo o Evangelho”.

Clique aqui e acesse a íntegra da Mensagem, no site do Vaticano.


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