Filhas da Cruz

Congregação das Irmãs Filhas da Cruz


Onde estamos:

Em cada época, Deus precisa de homens e mulheres que, respondendo ao seu chamado, dão-no ao mundo. Ele irrompe em suas vidas, torna-os sensíveis a uma necessidade particular e suas ações produzem frutos.

É assim que no século passado. Ele faz nascer e crescer a Congregação das Filhas da Cruz.
Jeanne Haze e sua irmã, em função de circunstâncias, serão sensibilizadas às necessidades das crianças pobres, dos doentes, dos órfãos. Em nossas vidas, todo acontecimento pode ser portador de um chamado de Deus. Assim foi para as duas irmãs.

Jeanne Haze, nascida em Liège (Bélgica) em 1782, era a filha do secretário do último Príncipe-Bispo de Liège. Ela teve uma infância feliz, em uma família unida e abastada, mas, rapidamente, a Revolução virá perturbar essa harmonia. Ela traz consigo a dispersão de toda a família, a perda dos bens, os lutos.
Dessas provas sucessivas, Jeanne Haze sai engrandecida, desapegada de muitas coisas. Ela passa a prestar atenção aos outros, a ser sensível a seus apelos.
Por intermédio do Deão da Paróquia São Bartolomeu, Deus lhe propõe, aos 47 anos, de assumir a responsabilidade de uma escola para crianças pobres. Deus se serve, com freqüência, dos outros para nos falar. Jeanne aceita, mas deseja também dedicar toda a sua vida a Deus na vida religiosa. Na realização deste projeto, ela será ajudada principalmente pelo Abade Habets.

Com algumas companheiras, ela funda a Congregação das Filhas da Cruz a 8 de setembro de 1833. Ela será chamada desde então de Madre Marie Thérèse.
Os inícios são difíceis, os obstáculos numerosos. As obras nascem e se diversificam: escolas, sobretudo para crianças pobres, orfanatos, cuidados de pessoas doentes a domicílio, asilos para jovens delinqüentes, vigilância do serviço das mulheres na prisão, serviço de um hospital público para sifilíticos.
Ultrapassando fronteiras, Madre Marie-Thérèse funda casas na Alemanha (1851), na Índia (1862), na Inglaterra (1863). Quando ela morre, a 7 de janeiro de 1876, havia acolhido 900 religiosas e fundado 51 casas.

Suas filhas continuarão a responder ao chamado de Deus por todo o mundo. Nós as encontramos também no Zaire, na Itália, na Irlanda, na Brasil e nos Estados Unidos.